domingo, 15 de julho de 2012

Contar das risadas da Manu

Como é doce ouvir o som do riso dela. Quando brinco de cachorrinho e fico cheirando seu pescoço ela cai na gargalhada. Assopro a barriga, e está ela rindo de novo. É um prazer poder viver esses momentos.
Quando ela encontra com os primos, que vale um post só registrar o quanto ela é amada pelas crianças da familia, é uma cara de felicidade que dá gosto de viver.

E tem momentos que são congelados em minha memória, que ficam guardados, cravados em mim




quarta-feira, 11 de julho de 2012

O DIA EM QUE MINHA VIDA MUDOU

Já vi algumas reportagens e entrevistas em que as mães diziam que o parto foi o dia em que suas vidas mudaram. Eu entendo de que mudança elas dizem, mas no meu caso isso aconteceu um pouco antes.

No dia em que fiz o teste de gravidez de farmácia e vi os dois risquinhos mais significativos e potentes de minha vida, ali, meu mundo mudou de eixo, a terra parou, as pernas tremeram e um sorriso bobo me invadiu.

Lembro perfeitamente cada sensação. Acordei mais cedo que o Gabriel e lembrei que tinha que fazer o teste no primeiro xixi, só pra garantir que não teria engano. Fui, calada, sozinha, e no quintal da casa dele esperei o resultado. Quando vi o segundo risquinho aparecendo minhas pernas amoleceram de tal forma, e a sensação do "agora é pra valer, realmente aconteceu, é de verdade" foi estasiante.

Foi feliz a forma como ele recebeu a notícia. Acordei e só disse que tinha acontecido. Ele fechou os olhos novamente, sorriu e me abraçou.

Desse dia, minha vida se tornou uma nova história.

Foi algo bem claro para mim. Foi como se meu foco tivesse mudado, meu umbigo tb. Agora eu já não pensava " o que quero para mim" e sim " o que quero para meu filho" e ai ficou muito mais fácil decidir. Decidir pelo que me permitiria oferecer o melhor para aquele ser que eu  trazia no ventre.

Fiz escolhas sérias. Deixei para trás um sonho de viagens e liberdades para assumir ao máximo que podia o meu novo papel como mãe. Ponderei onde eu estaria melhor estruturada para a labuta que começaria e segui em frente sem pestanejar.  Não sinto que nesse momento eu tenha escolhido sobre continuar ou não minha relação com o Gabriel. Na verdade, pra mim era muito mais além e realmente acreditava que iriamos superar essa separação. Apesar de não ter sido mto bem assim, afinal grande parte do mistério da vida está que não controlamos apesar de planejarmos nossos passos, hoje apenas reflito que meu motivo maior me trouxe onde eu deveria estar, e é com certa tranquilidade que sigo pelos novos planos que tenho para construir uma vida estável e saudável com a pequena.




No avião com a pequena no ventre. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

AMAMENTAÇÃO

Estou passando por um dos momentos mais difíceis no meu novo eu-mãe. A hora de decidir parar de amamentar.
Por mais que a lógica, bom senso me apontem para isso, é só imaginar não poder mais sentir a serenidade da Manu mamando, seus gestos me acariciando, seu olhar entregue e satisfeito que começo a chorar.

O caso é simples. Durante esses 10 meses tive 6 episódios de mastite. Além da dor e incomodo a infecção me obrigou a tomar por 6 vezes antibiótico, e querendo ou não a Manuzinha tomou-os comigo de tabela. Agora percebo que com a diminuição das mamadas, o peito tem enchido de forma desordenada e, pior, tem  empedrado e inflamado novamente. Ou seja, a preocupação de ter a infecção novamente e passar por todo o processo me fez refletir que isso não se torna mais lógico quando se trata da amamentação de um bebê de 10 meses que já se alimenta com praticamente todos os tipos de comida e é mto saudável. 

Mas e ai? E como faz com o coração apertado só de imaginar esse rompimento? Com essa cabeça louca que cogita que ela não me amará mais como ama por tirar seu tão desejado têtê, ou que depois vou me arrepender, que ainda é mto cedo...

Estou buscando uma lucidez que me tire desse estado emocional tão frágil. Raciocino que o excesso de antibiótico não faz bem a ninguém, nem a mim e nem a ela. Que esse momento impreterivelmente irá chegar, que é mais um dos momentos dolorosos, porém lindo, que o crescimento acarreta e encarar de forma mais leve possível é sinônimo de lidar de forma saudável com a situação. Que ponderação é o canal do equilibrio. Ao invés de me apegar a falta, guardar na memória o prazer imensurável de poder amamentar, alimentar e proteger minha linda filhotinha. 

Fiz um lindo papel até aqui. Venci o primeiro mês tenebroso das fissuras nos mamilos, as mastites recorrentes e tão dolorosas, fui forte as tentações do álcool, me ajustei aos horários para que sempre estivesse presente quando ela precisasse de mim.

Eu termino essa fase de forma feliz. 




O PARTO

Já começo atrasada. Manu está com breve 10 meses, tem 6 dentes, engatinha mais rápido do que eu imaginava e a primeira palavra "consciente" (ou seja, dita com a intenção) foi o nome da nossa cachorrinha Luma. 
Mas tentarei começar do início.

A experiencia do parto é algo que marca a vida de uma mãe. Desde o momento em que nos vemos grávidas e quase automático ficar imaginando como será, quanto deve doer, se vamos aguentar ou se será realmente como as mulheres nos programas de televisão descrevem, aquele amor arrebatador e quase sufocante. Cheguei a conclusão que como impressão digital e ponto de vista, cada uma tem um parto único e uma forma pessoal de descrever e sentir aquele presente.

O meu caso tenho ainda um certo pesar por não ter conseguido passar pela experiência do parto normal. Confesso que enquanto estava induzindo, rezava mentalmente pra não dar certo e ter que ser inevitável uma cesária. Era o medo, as vizinhas de sala ante parto gritando, as dores contadas pelas avós, tias e tudo quanto é mulher que cruzou nosso caminho durante a gravidez. Tudo de repente se uniu e formou como uma massa sólida de receio. Mas mesmo assim hoje gostaria de ter passado por todos os processos do corpo da vinda de nossos bebês. Bem, como silenciosamente desejei, não houve dilatação e a cesária era o caminho mais seguro a se seguir. Tudo foi mto tranquilo, teve o panico da anestesia, que hoje juro que nem lembro o que senti, mais certo é dizer que não senti nada, e das falas meio desconexas pelo estado de torpor que a gente fica. 
Mas juro, que ainda agora, se fechar meus olhos consigo ouvir com toda precisão o primeiro choro da Manuela, a primeira vez que vi sua carinha toda enrugada e a emoção tão enobrecedora de constar que ela reconheceu minha voz e assim se tranquilizou.
Mas logo após o parto, em que pus a mãe em cima da barriga e ela tava murcha, foi algo MTO estranho. Um misto de saudade e agonia, ali iniciava o processo de separação mais doloroso da vida de uma mãe. 

A cesária traz um pós um tanto mais complicado. Os pontos, a dor do corte, uma demora maior em desinchar. Mas tirando isso, que são intercorrências normais, posso dizer que tive uma recuperação ótima e rápida. 





AVENTURAS DE UMA MÃE PRIMEIRA

Este blog é a intenção de registrar meus momentos mágicos e reveladores como mãe. São histórias que como toda mãe de primeira viagem tenho vontade de contar a cada vez que surge oportunidade mas que sei sem rancor que nem sempre todos tem saco para ouvir o eterno blábláblá dessas mães apaixonadas.
Então para economizar ouvidos de meus amigos e de quebra deixar registrado esse momento único na minha vida, segue o Encantos de Manu, onde pretendo manter atualizado com as preciosidades dessa garotinha esperta e viva que tenho o privilégio de ter como minha filha.