Por mais que a lógica, bom senso me apontem para isso, é só imaginar não poder mais sentir a serenidade da Manu mamando, seus gestos me acariciando, seu olhar entregue e satisfeito que começo a chorar.
O caso é simples. Durante esses 10 meses tive 6 episódios de mastite. Além da dor e incomodo a infecção me obrigou a tomar por 6 vezes antibiótico, e querendo ou não a Manuzinha tomou-os comigo de tabela. Agora percebo que com a diminuição das mamadas, o peito tem enchido de forma desordenada e, pior, tem empedrado e inflamado novamente. Ou seja, a preocupação de ter a infecção novamente e passar por todo o processo me fez refletir que isso não se torna mais lógico quando se trata da amamentação de um bebê de 10 meses que já se alimenta com praticamente todos os tipos de comida e é mto saudável.
Mas e ai? E como faz com o coração apertado só de imaginar esse rompimento? Com essa cabeça louca que cogita que ela não me amará mais como ama por tirar seu tão desejado têtê, ou que depois vou me arrepender, que ainda é mto cedo...
Estou buscando uma lucidez que me tire desse estado emocional tão frágil. Raciocino que o excesso de antibiótico não faz bem a ninguém, nem a mim e nem a ela. Que esse momento impreterivelmente irá chegar, que é mais um dos momentos dolorosos, porém lindo, que o crescimento acarreta e encarar de forma mais leve possível é sinônimo de lidar de forma saudável com a situação. Que ponderação é o canal do equilibrio. Ao invés de me apegar a falta, guardar na memória o prazer imensurável de poder amamentar, alimentar e proteger minha linda filhotinha.
Fiz um lindo papel até aqui. Venci o primeiro mês tenebroso das fissuras nos mamilos, as mastites recorrentes e tão dolorosas, fui forte as tentações do álcool, me ajustei aos horários para que sempre estivesse presente quando ela precisasse de mim.
Eu termino essa fase de forma feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário